Tudo começa com aquele desconforto, quase inconsciente, inconscientizável, que nos obriga a sondar a área afectada.
Primeiro, um tanto a medo, e sem notarmos, lá passamos os dedos, suavemente. Depois passa algum tempo de incubação. Horas, dias, depende... Depois... Depois vem o prurido. E aí não há volta a dar. O desconforto apodera-se de nós. De forma tão fatal e decisiva... Por vezes até passamos mal as noites. Quem nunca deixou de dormir devido a um ou outro prurido que atire a primeira pedra.
Então, que fazemos?
Então, quase invariavelmente, só há uma maneira de tudo passar. Primeiro, inevitavelmente, andamos lá à volta. Mexemos, remexemos, quase até cheirar mal. Tanta estimulação em tão curto espaço de tempo, numa área tão perfeitamente delimitada...
Depois, sequencial e logicamente, o prurido agrava-se.
"Quanto mais coças, mais te come!", como dizia a minha avó. Certo. Vamos deixar de coçar.
... Mais um hiato temporal...
E, como por magia, desaparece. Foi-se. Já era. Não há mais incómodo. Mas isso não interessa para nada.
No que toca às nossas reflexões mais sensíveis e delicadas o prurido é, regra geral, saudável. Nessas ocasiões, coçar na área afectada pode ser frutífero. Sem dúvida.
Correndo o risco de ser demasiado ambicioso, este blogue pretende conscientizar os pruridos da nossa sociedade e cultura. Tentando usar de algum humor e sagacidade, este é (mais um) blogue dedicado a afiar sentidos críticos, a reflectir, e, acima de tudo, dedicado a tentar causar aquela incómoda sensação que nos obriga, no Verão, a dar voltas e voltas na cama. Maldito mosquito.
A ver vamos se me saio bem neste novo desafio.
Primeiro, um tanto a medo, e sem notarmos, lá passamos os dedos, suavemente. Depois passa algum tempo de incubação. Horas, dias, depende... Depois... Depois vem o prurido. E aí não há volta a dar. O desconforto apodera-se de nós. De forma tão fatal e decisiva... Por vezes até passamos mal as noites. Quem nunca deixou de dormir devido a um ou outro prurido que atire a primeira pedra.
Então, que fazemos?
Então, quase invariavelmente, só há uma maneira de tudo passar. Primeiro, inevitavelmente, andamos lá à volta. Mexemos, remexemos, quase até cheirar mal. Tanta estimulação em tão curto espaço de tempo, numa área tão perfeitamente delimitada...
Depois, sequencial e logicamente, o prurido agrava-se.
"Quanto mais coças, mais te come!", como dizia a minha avó. Certo. Vamos deixar de coçar.
... Mais um hiato temporal...
E, como por magia, desaparece. Foi-se. Já era. Não há mais incómodo. Mas isso não interessa para nada.
No que toca às nossas reflexões mais sensíveis e delicadas o prurido é, regra geral, saudável. Nessas ocasiões, coçar na área afectada pode ser frutífero. Sem dúvida.
Correndo o risco de ser demasiado ambicioso, este blogue pretende conscientizar os pruridos da nossa sociedade e cultura. Tentando usar de algum humor e sagacidade, este é (mais um) blogue dedicado a afiar sentidos críticos, a reflectir, e, acima de tudo, dedicado a tentar causar aquela incómoda sensação que nos obriga, no Verão, a dar voltas e voltas na cama. Maldito mosquito.
A ver vamos se me saio bem neste novo desafio.